quarta-feira, 2 de novembro de 2011

VIDEO - Companhia de títeres Bonecos de Madeira


Companhia de títeres Bonecos de Madeira
de Paraty - RJ



Post: Alex Merino

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Escultura (Adalgisa Nery)

Escultura (Adalgisa Nery)


Eu já te amava pelas fotografias.

Pelo teu ar triste e decadente dos vencidos,
Pelo teu olhar vago e incerto
Como o dos que não pararam no riso e na alegria.

Te amava por todos os teus complexos de derrota,
Pelo teu jeito contrastando com a glória dos atletas
E até pela indecisão dos teus gestos sem pressa.
Te falei um dia fora da fotografia
Te amei com a mesma ternura
Que há num carinho rodeado de silêncio
E não sentiste quantas vezes
Minhas mãos usaram meu pensamento,
Afagando teus cabelos num êxtase imenso.

E assim te amo, vendo em tua forma e teu olhar
Toda uma existência trabalhada pela força e pela angústia
Que a verdade da vida sempre pede
E que interminavelmente tens que dar!...

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

EU EM TI


EU EM TI (Adalgisa Nery)

Desejaria estar contigo quando eras o

pensamento de deus

Quando tua mãe te concebeu e te

alimentou com a sua vida

Desejaria estar contigo na primeira

vez que distinguisse formas as cores e os sonhos

Desejaria estar contigo no primeiro vestígio de tua velhice

e ainda eu desejaria estar contigo no momento da separação da tua alma,

na decomposição de tuas carnes, do teu cérebro, de tua boca, de teu sexo.

Para poder continuar contigo num mundo sem espaço e sem tempo.

O essencial é saber ver

O essencial é saber ver.
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê
Nem ver quando se pensa.
Mas isso (tristes de nós que trazemos a 
alma vestida!)
Isso exige um estudo profundo,
Uma aprendizagem de desaprender.
Fernando Pessoa


Segundo Yoshi Oida, os limites estimulam a intensidade, e “o compromisso com um conjunto de regras liberta nossa criação e a faz atingir uma profundidade e um vigor que de outra forma seriam impossíveis” (2001, p.85). “Pode-se dizer que não há liberdade se não se paga o preço do ascetismo”, este entendido como “limitação do eu”, acrescentaria Jerzy Grotowski (BARBA, 1995, p.237).
Neste contexto é importante falar sobre a repetição. Barba ensina que os exercícios de   cada   ator   “são   repetidos   como   as   palavras   de   uma   língua   estrangeira   que   se   deseja aprender,   de   modo   mecânico”   (1995,   p.   245),   para   mais   tarde   serem   absorvidos   e começarem a ter seu próprio desenvolvimento. De fato, a repetição é ato fundamental para que se atinja um estado em que a técnica é incorporada pelo ator, até o ponto em que ele passa a ter total controle sobre as regras criadas, de forma que elas se tornem tão naturais que desapareçam.