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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Edgar Allan Poe

"Me tornei louco, com longos períodos de horrível sanidade" (Edgar Allan Poe)




Edgar Allan Poe foi um autor, poeta, editor e crítico literário estadunidense, fez parte do movimento romântico americano. Conhecido por suas histórias que envolvem o mistério e o macabro, Poe foi um dos primeiros escritores americanos de contos e é considerado o inventor do gênero ficção policial, também recebendo crédito por contribuição ao emergente gênero de ficção científica. Foi o primeiro escritor americano conhecido a tentar ganhar a vida através da escrita por si só, resultando em uma vida e carreira financeiramente difícil.

As obras mais conhecidas de Poe são Góticas, um gênero que ele seguiu para satisfazer o gosto do público. Seus temas mais recorrentes lidam com questões da morte, incluindo sinais físicos dela, os efeitos da decomposição, interesses por tapocrifação, a reanimação dos mortos e o luto. Muitas das suas obras são geralmente consideradas partes do gênero do romantismo negro, uma reação literária ao transcendentalismo, do qual Poe fortemente não gostava.

Diferentemente da maioria dos autores de contos de terror, Poe usa uma espécie de terror psicológico em suas obras, seus personagens oscilam entre a lucidez e a loucura, quase sempre cometendo atos infames ou sofrendo de alguma doença. Seus contos são sempre narrados na primeira pessoa.

Além do horror, Poe também escreveu sátiras, contos de humor e hoaxes. Para efeito cômico, ele usou a ironia e a extravagância do rídiculo, muitas vezes na tentativa de liberar o leitor da conformidade cultural. De fato, "Metzengerstein", a primeira história que Poe publicou, e sua primeira incursão em terror, foi originalmente concebida como uma paródia satirizando o gênero popular. Poe também reinventou a ficção científica, respondendo na sua escrita às tecnologias emergentes como balões de ar quente em "The Balloon-Hoax".

A escrita de Poe reflete suas teorias literárias, que ele apresentou em sua crítica e também em peças literárias como "The Poetic Principle".

Ele não gostava de didaticismo e alegoria, pois acreditava que os significados na literatura deveriam ser uma subcorrente sob a superfície. Trabalhos com significados óbvios, ele escreveu, deixam de ser arte. Acreditava que o trabalho de qualidade deveria ser breve e concentrar-se em um efeito específico e único. Para isso, acreditava que o escritor deveria calcular cuidadosamente todos sentimentos e ideias.

Em "The Philosophy of Composition", uma peça na qual Poe descreve seu método de escrita em "The Raven", ele afirma ter seguido estritamente este método. Porém, foi questionado se ele realmente seguiu esse sistema.

T. S. Eliot disse: "É difícil para nós lermos esta peça sem pensar se Poe escreveu seu poema com tanto cálculo, ele poderia ter pego um pouco mais de dores sobre isto: o resultado dificilmente tem crédito ao método". O biógrafo Joseph Wood Krutch descreveu a peça como "um exercício um tanto engenhoso na arte de racionalização".

FONTE: http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Allan_Poe

domingo, 16 de dezembro de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

arremesso de disco


http://youtu.be/Z11_AMhULOM

Post: Alex Merino


terça-feira, 26 de junho de 2012

por Bianca Ribeiro

(apresentação em São Carlos, SP, em 22/06/2012)

"Se o título "Produto Perecível Laico – Uma trágica e alucinada dança dos que morrem", como uma leitura do poema “A morte” de Cruz e Souza, sugeria um espetáculo denso e desesperado em torno de um dos temas que mais afligem os homens, é surpreendente a possibilidade de encontrar leveza na apresentação. Antes de tudo, A Cia Borelli mostra a morte como uma dança, e não, a meu ver, uma dança alucinada, mas uma dança fluida, sem resistência, sem a alucinação angustiada, numa coreografia harmonizada. A música também não era em absoluto dissonante, nem estridente, mesmo que acompanhada de ruídos que poderiam ser uivos, mas também poderiam ser sopros, poderiam ser os últimos (e libertadores) expiros. E sobretudo havia algo de Bach, havia os violinos que Cruz e Souza tanto amava. A escuridão, a sobriedade do figurino e a neutralidade da expressão dos atores eram mais sugestivas que comunicativas, tendo como grande mérito permitir várias leituras, em vez de fornecer respostas. A relevância dessa leitura de Cruz e Souza nos dias de hoje é justamente a de estetizar a morte, angustiante para o ser humano, sobretudo atualmente em que há dificuldade de estabelecer uma relação significativa com o tempo. Por mais que o tema tente ser evitado na sociedade atual ou ainda seja banalizado em estéticas mercadológicas, ele é inevitável e pede constante ressignificação porque faz parte da condição humana. Ao estetizar essa condição, a Cia Borelli propõe uma nova via de significação que sai dos limites do controle religiosos da simbolização unívoca, talvez por isso o qualificativo “laico” do título. O fato é que a Cia faz uma leitura extremamente coerente do poema de Cruz e Souza inclusive nos termos da estética simbolista que o poeta se insere. O caráter sugestivo do espetáculo permitiu aos espectadores preencherem com seu próprio repertório as possibilidades de sentido sobre a morte que ali foram encenadas, o que, em um mundo que é atropelado pelo excesso de atividade, informação e perda da significação do tempo, ou da experiência, tal como aponta Walter Benjamin, faz-se fundamental nos dias de hoje."

Post: Alex Merino

segunda-feira, 18 de junho de 2012

segunda-feira, 11 de junho de 2012

sexta-feira, 1 de junho de 2012

quarta-feira, 2 de maio de 2012

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

VIDEO - Companhia de títeres Bonecos de Madeira


Companhia de títeres Bonecos de Madeira
de Paraty - RJ



Post: Alex Merino

sábado, 25 de junho de 2011

Impressões... por Fernanda Sanches

Impressões sobre "Produto Perecível Laico" (23/06/2011) 
por Fernanda Sanches

Com uma atmosfera sombria, porém delicada, sou intimamente convidada a pertencer aquele mundo. De uma forma quase hipnótica vou entrando no espaço sagrado da arte, querendo brincar junto com aqueles seres, quebrar o tabu do corpo, alma-tabu, corpo livre. A fragilidade da pessoa-boneca que aceita sua própria condição é de uma plasticidade tão bela que dá vontade de querer ser também boneca, se deixar levar, ser carregado, não precisar agir, ser presente estando ausente, liberdade na inanição. Algodão, nuvem, pérola no céu. Como um sonho onde podemos voar, atingir um ponto concedido pela vida apenas aos pássaros e aos objetos voadores. Ao passo que os corpos manipuladores, zombeteiros, brincalhões, seres orgânicos em sintonia e unidade brincam com nosso imaginário, paixão e risco, um risco perigoso como a morte, que tanto nos assusta, mas que para eles não é nada além de um brinquedo, joguete do destino, e o próprio destino uma grande brincadeira de ‘Lilah’, do universo, dos átomos, construindo ao acaso aquilo a que nos apegamos tanto e chamamos de vida. Mas é possível que o tabu da morte seja mais forte que a vontade de querer viver essa nova e repetitiva experiência e quando me vi totalmente envolvida no sonho orgânico dos seres atômicos e autônomos, veio um enjôo, náusea, vontade de não estar ali, enquanto a beleza plástica do corpo que flui convidava a ficar, e essa oposição incômoda trazia a vontade de não pertencer a nenhuma das duas possibilidades. Apego, medo, materialismo tardio, o desconhecido batendo a porta que não quero abrir. Como quando as diversas vezes que tomei ‘Ayuhasca’ – estando lá, não há como fugir de tamanha experiência deslumbrante e aterrorizante de autoconhecimento. O momento em que a estética, espetáculo, arte deixa de ser externa e as imagens te levam pra dentro, dentro, dentro, fundo, vontade de chorar, nó, hora de rever os conceitos, as travas, encarar os medos e deixar sim, forçadamente, o desconhecido e o perigo entrar. Para talvez deixar o caos penetrar? A suavidade no risco? Os mundos antagônicos conviverem? Paz? Equilíbrio no buraco vazio? Esquecer que é teatro, dança, corpos, pessoas reais, com suas histórias e vidas pessoais. E assim, finalmente, voltar a concretude do espaço real – vida, cadeira, bolsa, relógio, palmas - e aceitar viver nele. Embora a vontade de ficar presa – mesma que ilusoriamente – ao mundo sonho permaneça. Mas nada pode durar pra sempre. E tudo continuará sendo como é.

post: Alex Merino

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Navio Negreiro

Cenas do Filme AMISTAD (de arrepiar!). O audio é o poema Navio Negreiro, de Castro Alvez, na voz de Paulo Autran!

(post: Alex Merino)





Navio Negreiro
Castro Alves


I

'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...

'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...

'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...

Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.

Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!

Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!

Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!

Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...
..........................................................

Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!

Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.


II


Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.

Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!

O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!

Os marinheiros Helenos,
Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...


III


Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!


IV


Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...

Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!

E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...

Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!

No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...


V


Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!

Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...

São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .

São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.

Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...

Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.

Ontem a Serra Leoa,
A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...

Ontem plena liberdade,
A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...


VI


Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...

Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...

Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A Balada da Menina Afogada

Bertolt Brecht e Kurt Weill
Versão: Tatiana Belinky


Quando ela se afogou e flutuou
Dos ribeirões para os rios maiores
Luz estranha de opala no céu brilhou
Como se quisesse embalar o cadáver


Alga e líquem nela se enroscou
E o corpo ficou cada vez mais pesado
Frios peixes roçavam-lhe pelas pernas
Plantas e bichos tolhiam seu último flutuar

E à tarde o céu triste escureceu
Qual fumaça encobriu a luz das estrelas
Mas cedo clareou para que também
Ainda houvesse mais uma manhã para ela


Quando o pálido corpo n’água apodreceu
Deus então devagar a esqueceu pouco a pouco
Primeiro seu rosto, suas mãos e o cabelo por fim
E ela fez-se carniça em rios de carniça



post: maíra barbosa
créditos: mari molinos

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

My Death - David Bowie (Tradução)


(David Bowie - diamond dogs-front)

Minha Morte

Minha morte espera como uma velha libertina
Tão confiante seguirei seu caminho
Lutando com ela
e com o passar do tempo
Minha morte espera como uma verdade da bíblia
No funeral da minha juventude
Chore alto por isso
e pelo passar do tempo
Minha morte espera como
uma bruxa na noite
Tão certo quanto nosso amor é brilhante
Não vamos pensar na hora da passagem

O que quer que esteja atrás da porta
Não há muito a fazer
Anjo ou demônio, eu não me importo
Porque na frente daquela porta
está você

Minha morte espera como um mendigo cego
Que vê o mundo através de uma mente escura
Dê uma moeda a ele
pelo passar do tempo
Minha morte espera para permitir meus amigos
algumas épocas boas
antes de acabar
Então vamos beber a isso
e à hora do passar do tempo
Minha morte espera lá, entre suas coxas
Seus dedos frios fecharão meus olhos
Vamos pensar nisso e na hora da passagem

O que quer que esteja atrás da porta
Não há muito a fazer
Anjo ou demônio, eu não me importo
Porque na frente daquela porta
está você

Minha morte espera lá entre as folhas
Nas misteriosas mangas do mágico
coelhos e cachorros e a hora da passagem
Minha morte espera lá entre as flores
Onde as sombras mais escuras
Sombras mais escuras se acolhem
Vamos colher lilases para a hora da passagem
Minha morte espera lá, numa cama de casal
Velas do perdão em minha cabeça
Então puxe os lençóis contra
a hora da passagem

O que quer que esteja atrás daquela porta
Não há muito a fazer
Anjo ou demônio, eu não me importo
Porque na frente daquela porta está você


*http://letras.terra.com.br/david-bowie/306748/traducao.html


Post. Jonathan